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O Impacto da Tecnologia na Sociedade | 4x3x3, 4x4x2 ou 5x0x5
07 março, 2019

O Impacto da Tecnologia na Sociedade | 4x3x3, 4x4x2 ou 5x0x5

É como se não fosse preciso meio-campo. Só defesas e avançados. O Odysseas bate o pontapé de baliza, o João Félix domina a bola e mete-a lá dentro. Nem Gabriel nem Pizzi. Para quem gosta de um processo rendilhado, não é lá muito bonito de se ver. Para quem gosta de eficácia, é esta a solução. Para quem gosta de figuras de estilo, tem aqui uma boa metáfora com a forma como a inovação tecnológica tem vindo a transformar a sociedade, erradicando o papel de intermediário.

São vários os exemplos: Uber, Airbnb, Ebay, OLX, Amazon, Crowdfunding, entre muitos outros. Em todos estes casos, há uma ligação direta entre os defesas e os avançados, anulando o papel dos intermediários. Mas já lá vamos, que esta metáfora do jogo da bola não pode avançar sem, primeiro do que tudo, apresentarmos as equipas. 

 

 

Tecnologia e o seu Impacto na Vida Social e Políticia 

É absurdo pensar a nossa vida sem tecnologia. De manhã à noite, em todos os momentos do nosso dia, perante qualquer situação, a tecnologia está presente. Se falha, é um caos, o nosso cérebro dá o erro HTTP 404 página não encontrada e só desejamos um shutdown urgente.

E, existindo esse impacto tecnológico em nós, é óbvio que existe esse impacto também na nossa vida com os outros e, por consequência, na vida política - neste âmbito, veja-se os casos paradigmáticos de Donald Trump e Jair Bolsonaro.

 

Impacto das Redes Sociais na Sociedade

Do Twitter ao Facebook, do Whatsapp ao Instagram, do Linkedin ao Tinder, as redes sociais existem na nossa sociedade como órgãos vitais dessa mesma sociedade.

A influência das redes sociais na sociedade é mais do que óbvia. E pesada. Se, por um lado, elas nos permitem saber tudo sobre qualquer coisa ou pessoa, partilhar as nossas opiniões e ter influência real nas vidas dos outros, por outro, elas também nos colocam numa situação vulnerável, enfeitiçados por um conforto de scrolls e likes que nos cria a ilusão de pertença. 

 

As Redes Sociais como meio de ativismo

Hoje em dia, é muito fácil para qualquer pessoa sentir-se parte de uma causa no mundo digital. Basta estar nas redes sociais, partilhar ideias, usar hashtags e assinar petições.

Em 2010, as redes sociais assumiram um papel ativo bastante preponderante no Médio Oriente. Tudo começou no Facebook e no Twitter, com marcações de protestos, e rapidamente se expandiu para a realidade “extra-virtual”. Centenas de pessoas de vários países daquela zona do globo foram para as ruas protestar contra os respetivos governos e regimes políticos. Tudo foi divulgado nas redes sociais e tudo ficou conhecido como a Primavera Árabe, uma revolução que teve como principal impulso o ativismo nas redes sociais. Sem esse meio de comunicação, dificilmente as pessoas teriam tido acesso à informação. Sem esse meio de comunicação, as manifestações seriam residuais. 

Com as devidas proporções, em Portugal, a mais recente manifestação de protesto teve os enfermeiros como personagens principais. O elemento que diferencia esta de todas as outras greves feitas cá é a forma de financiamento. 

 

Mergulho no Crowfunding

E que forma é essa? Bem, está no título, não faz sentido termos feito a pergunta. Crowdfunding é a resposta.

O Crowdfunding é uma forma de angariação de fundos online em que, quem quiser, doa dinheiro para uma causa ou projeto. Esta é uma forma eficaz de financiar o início de um novo negócio. 

Essencialmente, existem quatro formas de angariação de fundos:

  1. Financiamento colaborativo - quem financia recebe um donativo;
  2. Recompensa - em contrapartida pelo financiamento presta serviço ou produto; 

     
  3. Capital - a entidade financiadora obtém uma participação no capital social, distribuição de dividendos ou partilha de lucros; 

     
  4. Empréstimo - a entidade financiada paga juros relativos ao financiamento. 


 

Em Portugal, o PPL (people) é a plataforma de Crowdfunding de referência, com especial foco em projetos sociais, criativos e empreendedores.

 

Greve Cirúrgica

Esta greve dos enfermeiros ficou conhecida como Greve Cirúrgica. A recolha de fundos tinha como objetivo parar os blocos operatórios do Centro Hospitalar de São João, no Porto, de Coimbra e do Santa Maria, em Lisboa. O objetivo estava nos 300 mil euros. Foram angariados 360 mil. Como se achou pouquinho, foi criado outro Crowdfunding com o objetivo de angariar 400 mil euros. Foram angariados 424 mil.

Mais de 25 mil pessoas contribuíram para as duas campanhas de Crowdfunding e, no total, foram angariados mais de 784 mil euros. Há especialistas que alertam para a possibilidade de ilícito da atividade sindical. Até haver um veredito final, há que realçar o impacto destas iniciativas. 

 

Comércio Tradicional VS Comércio Eletrónico 

Quando falamos de comércio, lembramo-nos, quase que instantaneamente, de um estabelecimento físico, antigo e com um senhor de bigode atrás do balcão. No entanto, com o avanço da tecnologia, surgiu o comércio eletrónico, uma loja onde os produtos já não estão à mão de semear do cliente. 

Este tipo de comércio – comércio eletrónico – pode ser definido como um conjunto de atividades comerciais que ocorrem online envolvendo um processo de compra e venda pela Internet. 

 

E-commerce | O Evaristo tem cá disto

O e-commerce é um conceito que se refere a qualquer negócio ou transação comercial que implique transferência de informação através da Internet. Quando devidamente implementado, o e-commerce é bem mais rápido, bem mais barato e bem mais conveniente do que os métodos tradicionais. 

 

Marketplace | O Evaristo tem cá disto ... e daquilo


Melhor, só mesmo o marketplace, que nos encaminha para um conceito mais coletivo de vendas online. Nesta plataforma, diferentes lojas podem anunciar os seus produtos, dando ao cliente um variado leque de opções.

Para os clientes, o marketplace é vantajoso porque apresenta mais praticidade. Aqui, ele pode ver, num só site, ofertas de vários vendedores, podendo comparar e escolher o melhor produto de forma mais fácil. Além disso, pode comprar vários produtos de várias lojas diferentes e efetuar apenas um pagamento, em vez de passar por múltiplos processos de pagamento em vários sites.

No caso de um online marketplace, o cliente vai ao site da Loja X e escolhe o produto que está a ser vendido e enviado pela Loja Y. Já no caso do e-commerce, o cliente vai ao site da Loja X e escolhe o produto que está a ser vendido e enviado pela própria Loja X. É esta a grande diferença.

 

Plataforma de E-commerce | O Ringue do novo Comércio


Mas não há razões para diabolizar o e-commerce. Pelo contrário. Os exemplos que iremos dar operam, essencialmente, no plano digital, através de apps e/ou sites, sem recurso a lojas físicas:

  1. No caso da Uber e das outras plataformas semelhantes, os motoristas e os clientes dispensam os intermediários (os antigos donos das frotas de táxis); 

     
  2. O Airbnb é semelhante, na medida em que eu posso arrendar diretamente o meu espaço ao meu cliente sem a necessidade de qualquer intermediário das Remaxes desta vida; 

     
  3. O mesmo acontece com a Amazon, como Ebay ou como OLX, onde os intermediários são perfeitamente dispensáveis. Quem tem o produto, coloca-o à venda; quem quer o produto, compra-o. Não existem os tradicionais donos das lojas que cobram um valor para intermediar o negócio;
     
  4. O recurso ao Crowdfunding, no caso da greve inorgânica dos enfermeiros portugueses, deixou para segundo (ou até mesmo e terceiro) plano organizações tradicionais como os sindicatos. 

 

Como criar uma Loja Online

Se tem um produto e se quer vender esse produto, ganhando algum dinheiro e, quem sabe, enriquecer até ser um multimilionário de charuto na mão e Ferrari nos pés, aponte: para começar um negócio online, assegure-se de que o seu produto é de nicho e que os consumidores têm dificuldade em encontrá-lo nos grandes centros comerciais.

5,3 milhões de portugueses estão online
78% dos utilizadores de Internet já fizeram compras online 
11% de todas as compras são feitas através de comércio eletrónico.

Voltemos à metáfora inicial. Talvez tenhamos exagerado nisto de jogar sem meio-campo, até porque, neste caso, nós fomos o Pizzi ou o Gabriel do seu futuro golo. Fomos nós que recebemos a bola, que a acarinhámos e que a entregámos de bandeja a vossa excelência ponta de lança de alta qualidade que só tem de a encostar lá para dentro. É goooooolo! 

Publicidade Online - Um Verdadeiro Festival
14 fevereiro, 2019

Publicidade Online - Um Verdadeiro Festival

Amigo leitor, como está? Antes de começarmos a nossa conversa, deixe-nos lançar-lhe um desafio: abra o Google e pesquise por “publicidade paga”. Muito bem, qual o primeiro site que lhe aparece? Exatamente. Agora, pesquise por “publicidade orgânica”. Qual o primeiro site que lhe aparece? Isso mesmo. Sabe por que é que isso acontece? Porque nós sabemos o que estamos a fazer. E porque dominamos a Internet, claro. Ou parte dela, vá. Só aquela que queremos.

 

Publicidade Online - tudo é Publicidade, tudo está online

Divulgação de uma marca, ideia, produto ou serviço através das ferramentas disponíveis na Internet. Muito resumidamente, é isto a publicidade online. Aprofundando um bocadinho mais a sua definição, podemos dizer que a publicidade online pode ser colocada em prática através das redes sociais, de sites próprios ou de e-mails. O essencial é garantir o investimento em publicidade na Internet, uma vez que esta é uma rede onde está, bem vistas as coisas, toda a gente. 

Temos os banners, os links patrocinados, o e-mail marketing e muitas outras formas de chegar ao cliente. Não esquecer as nossas queridas keywords e técnicas de SEO (Search Engine Optimization).

Todos sabemos o que é publicidade online e o que é necessário para que ela nos ajude a atingir os nossos objetivos. Falámos de publicidade online no tal artigo para o qual o amigo leitor é encaminhado assim que pesquisa por publicidade paga e/ou publicidade orgânica. Publicidade digital, objetivos da publicidade, objetivos da marca, estratégias de marketing, está tudo lá. 

 

O que é a Publicidade?

Mas vamos dar um passo atrás. O que é a publicidade? O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa diz que é um substantivo feminino; qualidade do que é público; vulgarização, divulgação; promoção de produto ou serviço através dos meios de comunicação social; mensagem que publicita esse produto ou serviço = anúncio.

Ora, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa diz muita coisa, mas não diz tudo. E o que nós acabámos de fazer aqui foi publicidade orgânica (porque o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa não nos paga) ao Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Mas vamos ainda mais a fundo nisto da definição de publicidade. 

Publicidade é dar a conhecer um produto incitando ao seu consumo. É a chamada arte de sedução. Por exemplo: se, hoje, noite de São Valentim, o amigo leitor está a ler este artigo, é porque fez uma má publicidade de si próprio ao seu alvo amoroso. Voltemos ao que nos trouxe cá - ou melhor, ao que o trouxe cá. 

A publicidade envolve muito mais do que a compra de um produto. Publicidade também está presente nas nossas relações sociais e culturais. É por isso que os publicitários estão sempre atentos às tendências culturais e comportamentais da sociedade. Assim, a identificação com o consumidor é muito mais próxima. 

Ou seja, a publicidade é um espelho da sociedade da sua época, uma vez que reproduz os comportamentos e os valores vigentes. 

 

Publicidade Paga - A Conta vem no Fim

Não há cá almoços grátis. E, por almoços, dizemos publicidade. Bem, em rigor, a publicidade pode ser grátis per se (ui, uma expressão em latim só para marcar aquela posição), mas acaba por envolver sempre um investimento. Podemos falar de publicidade orgânica (não paga) mas, agora, vamos falar de publicidade paga. 

A publicidade paga tem uma grande variedade de benefícios para as empresas, sendo que os mais comuns são os seguintes: 

  • Várias opções de publicidade direcionada que podem encaixar nos mais variados tipos de orçamentos;
  • Aumento do reconhecimento da marca;
  • Maior facilidade em atingir o seu público-alvo. Mas, como já falámos por diversas vezes, a publicidade paga tem os seus defeitos, entre os quais se destacam o alto custo, o tempo limitado e a concorrência elevada. 

 

Em qualquer um dos casos, há que ter atenção a um tipo de publicidade que ainda afeta mais do que qualquer outra: a publicidade enganosa. Se o cliente se sentir enganado ou, pior, se tiver a certeza de que está a ser enganado, é o fim. 

 

Fyre Festival - Os Piratas das Caraíbas 

Foi o que aconteceu com o Fyre Festival, um festival de música que teria lugar em 2017, numa praia paradisíaca das Caraíbas. 

Teria lugar porque, de facto, nunca chegou a acontecer. Se vai varrendo, como nós, todas as séries e documentários que aparecem na Netflix, então já deve ter visto ou, pelo menos, ouvido falar deste “Fyre: o Grande Evento que Nunca Aconteceu”. Em pouco mais de uma hora e meia, pode ver os bastidores do fracasso deste festival. 

Muita coisa aconteceu para que tudo terminasse assim. Essencialmente uma que, neste caso, é a que mais nos importa abordar: a importância das redes sociais na sua divulgação e, também, na sua condenação.

Uma “experiência musical imersiva”. Era assim que o Fyre Festival se apresentava. Teria lugar em 2017, no cenário idílico das Caraíbas, com miúdas maravilhosas, homens carregadinhos de abdominais e comida, bebida e música até à eternidade. 

 

 

Fyre Festival On Fyre

A estratégia dos organizadores - Billy McFarland e Ja Rule - era simples: seduzir os chamados influencers que navegam nos mares das redes sociais. Então, começaram por fazer uma festa na ilha com supermodelos e influenciadores. Bella Hadid, Alessandra Ambrósio, Hailey Baldwin, Emily Ratajkowski, Kendall Jenner, Elsa Hosk, Lais Ribeiro e muitas outras foram filmadas a correr pela praia, a mergulhar, a comer, a beber, a andar de jetski ... Águas transparentes, areia branca, enfim, um autêntico paraíso. Tudo vivido por estas beldades. Tudo partilhado no Instagram. Tudo num vídeo promocional bem filmado, bem editado, bem tudo. 

Em 48 horas, foram vendidos 95% dos bilhetes, que custavam uma batelada de dinheiro. De milhares a centenas de milhares de dólares, de acordo com o tipo de acomodação e outros miminhos. 

Mas esses miminhos revelaram-se umas chibatadas. Assim que saíram do avião (comercial e não privativo, como anunciavam no vídeo de divulgação), depararam-se com o inferno: tendas inundadas, desorganização, falta de comida e de água, escuridão, som deplorável, malas perdidas... Até os artistas que deveriam subir a palco começaram a cancelar as suas presenças – Blink-182, Disclosure, Major Lazer, entre outros.

O festival vendeu nas redes sociais só as coisas maravilhosas e deixou de lado os problemas. Um clássico dos tempos modernos. 

 

Fyre Festival - Internet, We have a problem

Et voilà, começou a demolição. Antes da festa, os organizadores foram expulsos da ilha e tiveram de encontrar outro lugar para fazer a festa. Seguiu-se a criação de um site para denunciar tudo o que estava a acontecer de errado com o evento. De um momento para o outro, o baralho de cartas ruiu.

 

 

Um festival que nasceu nas redes sociais acaba por morrer nas redes sociais. Outro clássico. Para o fazer nascer, supermodelos divulgaram o festival nas suas redes sociais. Para o matar, um puto com 400 seguidores colocou uma foto no Twitter com um pobrezinho pão com queijo – muito longe da comida prometida pela organização do Fyre Festival. A ironia dos novos tempos.

Muita gente perdeu muito dinheiro. McFarland, o empresário e mastermind de tudo isto, foi processado e preso. Os influencers também não se ficaram a rir, pois tiveram influência - lá está, com o próprio nome indica - na criação da ilusão deste festival. 

Pode não ter sido um festival de música, mas foi um festival de trafulhice que nos deu duas lições que já deveríamos saber de cor:

  1. não devemos acreditar em tudo o que está na Internet;
  2. o poder da publicidade é assustador. Buh! 

 

Calma lá, este artigo está na Internet - devemos acreditar nele? Tan taaannn... 

O Fim da Internet - Artigo 13 de 1984, Perdão, 2018
06 dezembro, 2018

O Fim da Internet - Artigo 13 de 1984, Perdão, 2018

“Era um dia claro e frio de Abril, nos relógios batiam as treze. Winston Smith, queixo aninhado no peito, num esforço para se proteger do malvado vento, esgueirou-se depressa por entre as portas de vidro das Mansões Vitória, não tão depressa, porém, que não encontrasse com ele um turbilhão de poeira arenosa”. Assim começa 1984, o clássico romance distópico de George Orwell.

Estamos em 2018 e o cenário podia ser o mesmo. Nós, Winston Smiths de telemóvel na mão, andamos mais um bocadinho e deparamo-nos com “um cartaz a cores, demasiado grande para ser afixado dentro de casa (...) um rosto enorme, com mais de um metro de largo: o rosto de uma União Europeia dos seus sessenta e um anos, com farto bigode e feições de uma beleza austera”. Sim, estamos a mexer com direitos de autor e, sim, aldrabámos ali “União Europeia” e “sessenta e um anos” só para passarmos a nossa ideia. Bem vistas as coisas, acabámos por fazer uma espécie de meme. Ou seja, acabámos de provocar os "velhotes" da União Europeia que não sabem como lidar com este novo mundo e então decidem bloquear, censurar, proibir e pôr tudo sob vigilância.

 

Artigo 13 - O artigo da polémica

Ok, talvez estejamos a simplificar. Isto é complexo e tem a sua razão de ser. Tudo começou com uma proposta apresentada no Parlamento Europeu com o intuito de “obrigar os gigantes tecnológicos a dividir lucros com artistas e jornalistas”. Ou seja, entrando em vigor, a nova lei visa proteger a criatividade, possibilitando que os conteúdos partilhados na Internet gerem lucro aos respectivos autores. Tudo muito lindo e tal até analisarmos, de facto, o artigo da polémica, apresentado pelo místico número 13.

O artigo 13 limita a possibilidade de se publicar conteúdos em diversas plataformas como as redes sociais, uma vez que as obriga – sim, obriga – a utilizar filtros de upload que consigam distinguir entre conteúdos legais e não legais. Ou seja, ao abrigo deste artigo, qualquer entidade – sim, qualquer entidade – pode proibir – sim, proibir - a utilização de uma imagem ou de um vídeo para a criação de um conteúdo digital. Um bocadinho assustador.

 

Artigo 11 – O artigo de uma polémica mais pequenina do que a do Artigo 13

Este artigo obriga – sim, obriga – os sites agregadores de notícias a pagarem aos órgãos de comunicação social pela partilha e publicação de links para as notícias publicadas nos seus sites. Continua assustador.

Atenção. Não negamos a necessidade de regulação da Internet. Não negamos a necessidade da defesa dos direitos de autor. Não negamos a necessidade de uma condenação de quem viola esses mesmos direitos. Mas alto lá. Não é bloqueando, não é censurando, não é proibindo, não é vigiando de forma quase ditatorial que se vive no mundo, seja ele o real ou o digital (cada vez mais real do que o primeiro).

 

ALERTA! ALERTA! O fim da Internet! Calma, Fake News!

O medo está instalado, sentadinho no nosso sofá, de tablet ao colo a ver como lhe reagimos. Há quem grite e corra pela casa de mãos na cabeça e há quem aplauda o medo e lhe sirva uma chávena de chá. Ou seja, há quem diga que isto vai acabar com a Internet e há quem diga que isto vai proteger os criadores de conteúdo.

Pois bem, a favor do artigo, estão nomes como Paul McCartney e Agir (pedimos imensa desculpa por juntar, na mesma frase, uma lenda viva da música mundial e um tipo que fez parte de uma banda qualquer de Liverpool). O argumento? Mais proteção das suas obras.

Contra o artigo, está o Facebook, a Google, a Amazon, a Apple ou Tim Berners-Lee, o criador da Internet. O argumento? Estas propostas irão dificultar o livre fluxo de informações, transformar as empresas de tecnologia em polícias de conteúdo e levar à censura da web.

Cada lado tem os seus argumentos. Cada lado defende-os da forma que os achar mais correta. Não é um tema simples que se resolva de um dia para o outro. E, estando a razão de um lado ou do outro, nunca deixará de estar na sua discussão. Só assim é possível manter esta coisa cada vez mais frágil chamada Democracia.

 

Trump e Bolsonaro: outra vez? O que têm eles que ver com isto?

Parece-nos óbvio que já entrámos no maravilhoso e perigoso mundo da Internet e das redes sociais. Parece-nos óbvio que já não conseguimos viver fora dele. E parece-nos óbvio, também, que a União Europeia está aterrorizada com a importância que este mundo teve nas eleições de líderes como Trump ou Bolsonaro.

Em ambos os casos, o pior desse mundo - fake news, desinformação, manipulação - aniquilou o melhor. Começou na América e está já a alastrar à Europa. O medo parece-nos ser esse. Mas não convém dizer que é. Então, a União Europeia embrulha-o bem embrulhadinho no embrulho da proteção dos direitos de autor.

 

Direitos de autor: Direitos? Autor?

Mas que direitos de autor? Há direitos de autor? Ok, temos uma noção de que há autor, de que lhe são atribuídos direitos e que esses direitos, sendo-lhe atribuídos, são, logicamente, direitos de autor. Tudo certo. Mas será mesmo essa a genuína preocupação da União Europeia?

“Viver em liberdade (...) significa também que temos de ser responsáveis e filtrar a informação que nos é apresentada”. Foi assim que a Comissão Europeia respondeu a quem preconiza o fim da Internet com a entrada em vigor desta proposta. Foi assim que a Comissão Europeia respondeu ao mundo inteiro. “Filtrar a informação”.

Ora bem, esta justificação de que a informação deve ser filtrada já foi usada por ilustres defensores da liberdade como Josef Stalin, Robert Mugabe e Adolf Hitler. Todos muito preocupados com a filtragem de informação. Aliás, todos muito preocupados com o bloqueio, com a censura, com a proibição e com a vigilância da informação. Foram tempos maravilhosos de liberdade. #Saudades

Temos de ter cuidado com isso. Na Internet - como no mundo - há coisas boas e coisas más. Não é escondendo as más que elas desaparecem. Pelo contrário. É mostrando as más, é olhando para elas, é compreendendo-as. Só assim é que as podemos combater. Não pelo bloqueio, não pela censura, não pela proibição, não pela vigilância ditatorial. Pela educação.

Enquanto isso, cuidado, Big Brother is watching you.

Admirável Mundo Novo | O Impacto das Redes Sociais
29 novembro, 2018

Admirável Mundo Novo | O Impacto das Redes Sociais

As redes sociais apresentaram-nos um mundo maravilhoso: um mundo onde podemos saber tudo sobre qualquer coisa ou pessoa, um mundo onde podemos fazer ouvir as nossas opiniões livremente, um mundo onde podemos ter influência real nas vidas dos outros.

Mas as redes sociais também nos apresentaram um mundo perigoso: um mundo onde podemos saber tudo sobre qualquer coisa ou pessoa, um mundo onde podemos fazer ouvir as nossas opiniões livremente, um mundo onde podemos ter influência real nas vidas dos outros.

Bem-vindo ao Admirável Mundo Novo, com origens em Huxley e continuação em nós mesmos. 

Tudo tem o seu lado bom e o seu lado mau - vem no manual de instruções do universo. Qualquer embandeiramento em arco ou negação arbitrária de qualquer coisa sem o reconhecimento do seu contrário faz de nós ora rebanho enfeitiçado ora velho do Restelo. As redes sociais não são a melhor invenção do universo, mas também não são a pior. 

 

Gestão da Verdade, Gestão da Mentira e Gestão das Redes Sociais

A verdade é que as redes sociais nos abriram horizontes que, até à data, nem sequer sabíamos que existiam. A verdade é que as redes sociais nos permitiram estar em contacto direto e instantâneo tanto com pessoas que estão na sala ao lado como no outro hemisfério. A verdade é que as redes sociais nos deram a conhecer mundos diferentes dentro deste mundo em que vivemos. A verdade é que as redes sociais nos facilitaram o acesso aos órgãos de decisão, permitindo uma voz mais activa e audível da sociedade. A verdade é que as redes sociais nos permitiram, nos deram e nos facilitaram um acesso a um mundo, também ele, composto por muita mentira - as fake news são um claro exemplo disso.

Mas, sendo mentira ou sendo verdade aquilo a que as redes sociais nos permitem aceder, uma coisa é certa: elas são já parte integrante – e indispensável – na nossa vida. A vida moderna já não pode viver sem as redes sociais. Do refugiado sem casa nem família que anda descalço a galgar países ao presidente da maior potência mundial, todos estão online.

 

Marketing em Ambiente Digital: O do Corpo Humano

Não seria de espantar que, em breve, o Facebook, o Whatsapp, o Instagram ou qualquer outra rede social fosse ensinada nas aulas de Ciências como mais um dos elementos do corpo humano – que funciona, não com sangue, mas com marketing digital. Vemos mais pelo ecrã do que pelos olhos. Qualquer dia, ainda descobrimos que, de facto, existe uma coisa chamada realidade. 

 

Redes Sociais: Espelho Meu, Espelho Meu

É sobre essa realidade - e sobre a “realidade virtual” que vivemos hoje - que muitas séries, filmes, livros se têm debruçado. Talvez uma das mais impactantes na sociedade actual tenha sido o Black Mirror (por favor, pela vossa saúde, sanidade e consciência mentais, sentem-se um bocadinho no sofá e vejam esta preciosidade).

Black Mirror é uma série assustadora, precisamente pelo facto de estar tão próxima daquilo que é a nossa realidade. É uma série ficcional, mas poderá muito bem vir a ser um documentário fidedigno do que se passa nesta era de amor exacerbado pela tecnologia. 

Nesta série, há um episódio em que as pessoas dão pontuação umas às outras consoante as relações (íntimas, comerciais, profissionais e outras) que tiverem.

Vou na rua, cruzo-me com um tipo com a camisola do Sporting e dou-lhe uma estrela. Mais à frente, cruzo-me com um equipado à Benfica e dou-lhe cinco. É assim que funciona na série. É assim que funciona na realidade. Gostei do atendimento no café? Cinco estrelas à menina que me serviu a mini e o pastel de nata. Odiei o serviço na oficina? Uma estrela ao mecânico que me levou um milhão de euros por duas pastilhas, quatro pistons e cinco minutos de mão- de-obra. 

O que, à partida, não parece assim tão errado, é: essa pontuação contribui para o ranking da pessoa na sociedade. É com esse ranking que a pessoa se apresenta perante uma simples entrada num restaurante, perante uma entrevista de emprego, perante um pedido de empréstimo para uma casa... Quanto maior for a pontuação (atribuída por outras pessoas com e sem critério justo), maior a possibilidade de subida hierárquica na sociedade. Assustador, não é? Pois, é a realidade. 

 

Na Terra do Sol Nascente, Humanidade Poente

E é mesmo a realidade. Na China, este episódio do Black Mirror ganhou vida em 2014 e o governo já conta com os dados de 10 milhões de pessoas. "O principal objetivo é que as pessoas que se comportem de forma pouco ética ou desonesta, no seu dia-a-dia, percam acesso a tudo. Desde os benefícios do governo até aos transportes públicos”. As palavras são de Wenhong Chen, investigadora especialista em redes sociais, da Universidade do Texas. 

Para construir o perfil dos cidadãos chineses, o governo utiliza os dados que possui, como registo financeiro, e cruza-os com informação obtida através de aplicações móveis. Começou em Xangai e já se alastrou a outras cidades daquele país.

A própria empresa Ford já usa este ranking no serviço de vending na China. Os utilizadores com um ranking elevado têm acesso a um test-drive gratuito. 

Temos as mãos ao volante das redes sociais. Resta agora ver se as sabemos conduzir. A pior (e provável) consequência é provocarmos um acidente em cadeia. Grave. 

 

TIC-TAC TIC-TAC TIC-TAC, O tempo está a contar. E agora, qual a estratégia?
15 novembro, 2018

TIC-TAC TIC-TAC TIC-TAC, O tempo está a contar. E agora, qual a estratégia?

Não temos tempo. Temos mais que fazer do que ter tempo. Não temos tempo para nos darmos ao luxo de ter tempo. Somos uma espécie de coelho branco da Alice, a correr atrasados para algum lado. O relógio não pára e nós corremos. Sabe-se lá para onde, mas corremos. E, desta forma, como consequência óbvia, perdemos de vista o que temos à nossa volta. Só vemos o que está à nossa frente e, mesmo assim, vemos a correr – que é uma boa forma de ver desfocado - que temos é pressa de chegar ao infinito.

Apenas lemos as letras gordas, apenas vemos vídeos em fast forward e não lemos mais do que o título do livro. Aliás, devemos dizer que estamos espantados por ainda o ver aqui. Conseguiu ler mais do que cinco linhas. Parabéns, é um ser humano raro.

 

#SOMOSTODOSRUNNERS – Corra mais rápido com Estratégia (Digital)

O ser humano comum é um runner. E, se ele corre, a marca que o quer apanhar tem de correr com ele. Ou, pelo menos, meter-se à frente para que ele a veja. Em vez de a sua marca colocar os seus produtos/serviços na paisagem, o melhor é mesmo colocá-los na pista de tartan.

Até há pouco tempo, o consumidor andava de mãos nos bolsos, assobio na boca e olhos na paisagem. Podia não ver todos os produtos ou serviços que lá estavam, mas via alguns e, acima de tudo, procurava e selecionava. Hoje em dia, o consumidor tem as mãos no novo iPhone que tirou do bolso, o assobio é música de Benny Hill e os olhos só olham em frente. Não procura, escolhe o que lhe aparece no ecrã.

Neste caso, o que pode fazer para não deixar fugir este consumidor? Pois bem, felizmente que estamos perante um ser humano raro que ainda continua a ler mais do que as cinco linhas iniciais de um texto. Parabéns, amigo leitor.

Ora bem, a ideia passa por delinear um plano estratégico digital que vá ao encontro do (possível) cliente, um website otimizado para os motores de pesquisa, com vários conteúdos relevantes e influentes. De forma preferencialmente orgânica, é essencial que a sua empresa sobressaia neste mundo onde as pessoas existem a um ritmo vertiginoso, com acesso imediato à informação – da economia atual e da sociedade digital.

Hoje, mais de 7 milhões de pessoas, só em Portugal, pesquisam na Internet assuntos do seu interesse. É essencial para o consumidor que o resultado desta pesquisa seja imediato - experimente aguardar 5 segundos (mas conte mesmo 5 segundos) pela abertura de um website e tente não atirar o computador pela janela. É quase impossível, não é? Hoje em dia, mais do que nunca, nós exigimos informação imediata.

 

 

Como agir - Estratégia Digital, SEO, Marketing de Conteúdo e outros truques 

O tempo que tínhamos há dez anos não é igual ao tempo que temos hoje. O tempo que temos hoje não será igual ao tempo que teremos daqui a meio ano. Isto anda assim. Ou melhor, isto corre assim. É por isso que é tão importante para as empresas estarem na primeira linha do olhar do consumidor. Ele não tem tempo para procurar mais. Ele olha e compra porque, no instante seguinte, já está a pensar numa futura compra.

É por isso que as empresas devem ter uma Estratégia Digital que envolva um plano de otimização SEO para que o website esteja posicionado nos primeiros lugares da primeira página. É por isso que as empresas devem investir em Marketing Digital, estudando o setor online, analisando o comportamento do público-alvo, verificando keywords e tendo conteúdos relevantes. É por isso que as empresas devem investir em SEO. É por isso que a Bluesoft lhe fornece essas ferramentas. Para acompanhar a corrida do seu (futuro) cliente mas para, acima de tudo, fazer com que ele veja a sua empresa como a única capaz de lhe saciar a sede (da corrida) da compra. E aí sim, estará no País das Maravilhas.

WEB SUMMIT: Nem tudo são Stories de Instagram
08 novembro, 2018

WEB SUMMIT: Nem tudo são Stories de Instagram

Claro que adoramos bater na Web Summit e nas passagens de modelos que lá se realizam. Claro que muita gente vai para a Web Summit apenas para dizer que foi. Claro que há quem apenas se importe com os planos super trendy e vintage das fotografias que vai tirar na Web Summit para o Instagram. Claro que há quem esteja na Web Summit com um Nokia 3310 no bolso. Claro que tudo isso. Mas também é claro que a Web Summit traz novas ideias, traz negócio, traz iniciativa, traz esperança, traz conhecimento, traz tecnologia e traz muitas mais coisas muito mais importantes do que as primeiras. E Portugal, em particular Lisboa, bem se pode orgulhar disso.

Este ano, mais do que em todas as outras edições, a Web Summit trouxe à praça pública de Lisboa, de Portugal e do mundo inteiro um tema que nos inquieta e deixa alerta: A Solução para a Internet.

 

Internet, uma espécie de Frankenstein

Inicialmente criada para permitir um acesso à informação por parte de toda a gente, a Internet está a tornar-se, cada vez mais, um acesso à desinformação. Traçando caminhos pantanosos, a Internet está, assim, perante problemas vitais: a sua credibilidade, a sua influência, o seu futuro.

Tim Berners-Lee, um dos oradores que veio a Lisboa falar ao palco da Web Summit, é o criador da Internet. É ele o Mastermind disto tudo. É ele o Boss (desculpa, Springsteen).

A Internet é da sua autoria mas, tendo em conta os caminhos perigosos que tem tomado - ou que tem permitido a outros tomar -, bem que poderia ser de Mary Shelley, a escritora inglesa autora do clássico Frankenstein. Neste caso real que é a virtual Internet, Tim é o Dr. Victor Frankenstein e a Internet é o monstro (que, já agora - e ao contrário do que a cultura popular nos vai dizendo -, não se chamava Frankenstein).

Portanto, Tim Berners-Lee criou um monstro. Inicialmente, não era essa a sua vontade. Mas foi nisso que ela se tornou. É óbvio que a Internet tem coisas maravilhosas - tanta coisa que podemos fazer, saber, aprender com a Internet. É ridículo estarmos a apontar as vantagens que ela nos trouxe - são incontáveis. No entanto, também são incontáveis as salas escuras que ela nos escancarou. Somos nós que decidimos o caminho a tomar. Desconfiando sempre da capacidade do ser humano para optar sempre pelo melhor, o ideal é criar regras. Há muitas que regem a Internet, há muitas que regem quem navega na Internet. Mas, pelos vistos, deveria haver mais.

Os maus caminhos estão à frente de todos: fake news, abuso de privacidade e abuso de dados de utilizadores na web. Muita gente tem tomado estes caminhos. Muita gente importante tem tomado estes caminhos. Muita gente importante que tem tomado estes caminhos está agora na liderança de grandes potências mundiais - sejam elas países ou empresas - precisamente por terem tomado estes caminhos. Não precisamos de dizer os nomes de Donald Trump, Jair Bolsonaro ou Mark Zuckerberg, pois não? Ops, parece que já dissemos. Não faz mal - conta para o SEO.

 

A criação da Internet reencontra o criador Tim

Tim subiu ao palco da Web Summit e alertou: “Em 2019, pela primeira vez, mais de metade do mundo vai estar conectado e é preciso olhar com mais atenção para a Internet (...) Somos todos responsáveis por fazer da Web um lugar melhor”.

E somos. E temos de fazer com que seja, de facto, um lugar melhor, mais respirável, menos odioso, menos indesejável. Para a manter livre e mais segura, Tim Berners-Lee apresenta um projeto que quer criar uma convenção internacional com princípios e valores da Web. “For The Web” é o slogan. “Chegar a um consenso internacional entre governos, empresas tecnológicas e todos os que utilizam a Internet para criar princípios-base para esta invenção” é o bom caminho a seguir.

Há muitas questões sobre a mesa - ou melhor, sobre o ecrã. O impacto das leis de direitos de autor é uma. As questões culturais de cada país dão outra. A responsabilidade governamental junta-se a estas. Ainda temos os patamares éticos e morais. Enfim, as questões são infinitas, mas são questões sobre as quais não podemos fazer um simples delete.

Caso contrário, pode acontecer o que nos têm dito os clássicos filmes de ficção científica: “não abras os olhos que, um dia, é o robot que manda em ti e não tu que mandas no robot”.

Tim defende a neutralidade da Internet e o acesso de todos a esta rede universal. Em tempos, defendeu Edward Snowden, o antigo programador dos serviços secretos americanos que revelou que o país está a escutar e recolher informação de pessoas através dispositivos em todo o mundo. Hoje, defende a Internet. Outra vez.

E há mais quem a defenda. Aliás, não há orador que suba ao palco de Lisboa da Web Summit com o objetivo de acabar com a Internet. Seria o seu fim – o do orador, entenda-se. E mais. Defendendo a Internet, muitos são os que defendem o Planeta. Muitos são os que vêem nela uma forma de atingirmos um bem-estar nunca antes alcançado. Muitos são os que vêem nela uma forma de melhorar o Planeta. A preocupação com os mares, com os poluentes, com os sistemas de energia renováveis, com os seres humanos, com os outros seres vivos que nos acompanham, é uma preocupação real e que ganha dimensão e força na Internet.

É também por isto que é essencial criar esta espécie de Constituição da Internet sugerida por Tim Berners-Lee, para que consigamos viver em paz e harmonia uns com os outros. Parece lamechice saída de filme da Disney, mas a verdade é que, se não agirmos de imediato para regular este maravilhoso espaço virtual, em breve viveremos num filme Western. Mas sem ser em filme. Bem real, embora virtual.

DONALD TWITTER E JAIR WHATSAPP – A PRESIDÊNCIA DAS REDES
31 outubro, 2018

DONALD TWITTER E JAIR WHATSAPP – A PRESIDÊNCIA DAS REDES

Não estamos aqui para dizer bem ou mal do Trump ou do Bolsonaro. Não estamos aqui para os insultar nem para lhes passar as mãos pelo pêlo. Não estamos aqui para transmitir mais uma daquelas opiniões carregadinhas de clichês e frases feitas que condenam o mal e exaltam o bem (que novidade fora do comum esta de condenar o mal e exaltar o bem). Não. Estamos aqui para relatar factos. E, acima de tudo, no contexto do marketing digital, dizer que Trump e Bolsonaro fizeram jogadas de génio para estarem onde agora estão: ao leme de um continente.

 

Os Homens do leme - Ditadores ou Génios do Marketing Digital?

O percurso de ambos na chegada ao poder é semelhante em termos de comunicação. A estratégia digital, então, foi quase gémea uma da outra. Quer um quer outro disseram adeus aos discursos longos e chatos, substituindo-os por soundbytes, por frases, por slogans impactantes. Quer um quer outro disseram adeus à comunicação tradicional pela televisão, jornais ou rádio, substituindo-a por uma comunicação marcadamente digital - Twitter, Facebook, Whatsapp. Quer um quer outro? Segundo os media tradicionais, ninguém queria nenhum. Mas foram eles que ganharam.

 

Comunicação Digital: Redes Sociais - Uma Mudança de Paradigma 

E nós, que estamos claramente em mudança de paradigma comunicacional, deparamo-nos com informações contraditórias - na televisão, está tudo bem, o Trump não ganha, as sondagens dizem claramente que não, o Bolsonaro não chega lá, ele não tem hipótese nenhuma e, além disso, está a ser atacado por milhões de hashtags #EleNão, #EleNunca. Afinal, #EleSim. Aliás, #ElesSim. O que aconteceu? A televisão dizia-nos uma coisa e aconteceu outra. O Facebook, o Twitter e o Whatsapp - que não passavam de redes para um tipo se entreter a ver umas babes e a mandar umas larachas - afinal deram uma coça no pivô de fato e gravata do Telejornal. Hoje, as pessoas não existem mais sentadas no sofá de jornal na mão à espera do noticiário das oito e do comentário das nove. Hoje, as pessoas existem com o telemóvel colado à cara e com likes e partilhas na ponta dos dedos. Hoje, as pessoas existem de forma diferente. E os media tradicionais parece ainda não terem percebido isso.

Trump e Bolsonaro perceberam há demasiado tempo. Trump e Bolsonaro perceberam onde estão as pessoas, o que elas fazem, quais as suas necessidades, o que elas procuram, o que elas odeiam, o que elas adoram, o que elas desprezam, o que elas desejam. Ponto final.

Mas aqui vem o parágrafo: Trump e Bolsonaro usaram os seus conhecimentos para transmitir mensagens éticas e morais sobre o ser humano, o valor da liberdade e de todas essas coisas essenciais à nossa saúde, honra e sobrevivência? Talvez não. Provavelmente não. Mas, como já dissemos no início do artigo, não é isso que estamos a discutir. Nem queremos. Eles encontraram o caminho mais eficaz de chegar às pessoas. O resto é história.

 

Exército Digital - Marketing Político Puro

A base de apoio destes dois novos presidentes americanos está neste exército de eleitores digitais, pessoas comuns que se sentem mais participativas na sociedade por fazerem likes, pessoas comuns que se sentem mais ouvidas pela sociedade por escreverem um post, pessoas comuns que se interessam, única e exclusivamente, pela informação superficial e rápida, sem qualquer necessidade de confirmarem a sua veracidade.

Este exército de eleitores digitais, estas milícias digitais produzidas neste contexto da hiperpolarização e da pós-verdade são o oposto daquilo que a Internet preconizava inicialmente: inteligência colectiva e democracia em rede gerida por uma multidão direcionada para o bem comum. Pois bem, não é isso que está a acontecer.

Mas o que fizeram Trump e Bolsonaro? Pois bem, dispararam mensagens a uma cadência de metralhadora por todas as redes sociais, criaram fake news, fizeram transmissões ao vivo no Facebook e no Youtube, incentivaram memes, alimentaram tweets, adubaram posts e deixaram o ser humano – e as suas necessidades primárias - fazer o resto.

Vivemos num mundo onde os grandes pilares de credibilidade estão a abanar com o vento: justiça, comunicação social, escola, política, ciência. Tudo isto é posto em causa. As redes sociais vieram criar uma comunidade irreal igualitária, onde todos podemos dar a nossa opinião e onde a nossa opinião - julgamos nós - conta. E não sabemos se isso merece, sequer, um like.

É bom estar de férias, não é?
28 junho, 2018

É bom estar de férias, não é?

Os dias são mais compridos, o sol convida a estar fora de casa, há uma brisa suave que sopra,  temos mais tempo para fazer o que gostamos, aproveitar a Vida e, até, respirar.

Muito se tem falado da importância de parar, nem que por breves instantes durante o dia, e das suas implicações na melhoria da condição física, emocional e psicológica. Segundo um estudo publicado em Dezembro de 2016 pelo Journal of Neuroscience, comprovou-se que respirar afeta directamente a qualidade de Vida, melhorando substancialmente a memória e permitindo identificar reações emocionais com maior facilidade. Na verdade, o acto de parar e respirar, além dos benefícios que traz no controlo da ansiedade, permite-nos estar mais próximos das nossas emoções, de nós e, consequentemente, daqueles que são verdadeiramente importantes.

O problema, no entanto, surge quando falamos de uma vida em sociedade em que tudo é feito a um ritmo alucinante, em que a plenitude da nossa atenção é exigida constantemente.

 

E se, para respirar tranquilamente, não tivesse de estar unicamente de férias?

 

Nós, na Bluesoft, trabalhamos para que os nossos clientes consigam parar, defendemos que todos devem ter direito a inspirar e expirar serenamente e é por isso que, em fase de arranque de projeto temos uma clara perceção da preocupação do cliente, quer pela tipologia de perguntas que nos são colocadas, como pelas expectativas daquilo que está incluído no projeto.

Costumamos dizer para não se preocupar, na Bluesoft está tudo incluído, o nosso foco, o trabalho bem desenvolvido, a vontade do cliente e também, o espaço livre para que possa respirar, isto porque o processo terá que ser prazeiroso tanto para o cliente como para nós, que adoramos o que fazemos.

Trabalhamos a reputação e o marketing digital, desenvolvemos desde a estratégia, design, e desenvolvimento à medida, sempre otimizado à obtenção de resultados. O nosso objetivo principal consiste em aumentar a visibilidade, credibilidade e a rentabilidade digital do nosso cliente na internet.

Não nos limitamos a desenvolver um site funcional e atrativo, elevamos a marca do nosso cliente à categoria de autoridade digital do seu sector.  Com isto, é certo que irá obter resultados efetivos, permitindo-lhe o tempo livre que anseia para respirar com tranquilidade.

Permita-se ser feliz, respire, aproveite as férias e o seu tempo livre: deixe a sua marca connosco!

RGPD - A lei Anti-Spam que causou o maior Spam de sempre
30 maio, 2018

RGPD - A lei Anti-Spam que causou o maior Spam de sempre

Depois de receber, nos últimos dias, mais de 100 000 e-mails relacionados com o RGPD - emails de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, e-mails tanto de empresas com as quais mantenho contratos ou outras afinidades comerciais, como de empresas com quem já não tenho qualquer espécie de vínculo, e-mails, inclusive, de empresas cuja existência desconhecia e com as quais nunca estabeleci qualquer ligação - resolvi refletir um pouco sobre o tema.

Os e-mails começam quase todos da mesma forma, anunciando que a empresa está completamente empenhada em garantir a proteção dos nossos dados, etc., etc., (querem com isto dizer que estão à rasca devido às avultadas multas que se avizinham). As empresas que realmente já estavam empenhadas em garantir a proteção dos nossos dados, não esperariam pelo fatídico dia 25 de maio para manifestar a sua preocupação. Teriam desenvolvido, atempadamente, sistemas de acordo com as boas práticas de regulação da proteção de dados (recorde-se que esta lei tem mais de 2 anos).

 

RGPD a oportunidade

Em redes profissionais como o LinkedIn surgem imediatamente e oportunamente grandes especialistas em RGPD com elaboradas palestras agendadas. Instituições e associações empresariais, com a "casa toda por arrumar" ao nível das boas práticas digitais, fazem questão em agendar sessões de esclarecimento, de forma a mostrar o seu importante contributo para os associados, advogados tornam-se verdadeiros especialistas em formulários web, ignorando, contudo, o que é um opt-in.

 

Será que alguém conhece realmente esta lei?

De forma a ficarmos com os nossos dados seguros, apresentam-nos um conjunto de ações e validações a executar quase ao nível do preenchimento do IRS.

Uns vão ao exagero de pedir que se entre num determinado site, que se submeta o NIF, que se insira uma determinada password que já foi enviada, que a legislação seja lida, e, que se dê consentimento, caso contrário, mesmo com acordos comerciais em curso, cessam por completo o contacto connosco, independentemente do teor ou do assunto!

Outros (muitos deles nem conheço, nem nunca dei os meus contactos) dizem simplesmente que, se não desejar receber mais informações, tenho de enviar um e-mail a dizer REMOVER, caso contrário continuarei a pertencer às suas bases de dados…

Obviamente estão ambos errados. Nem podemos chegar ao ponto de bloquear completamente a comunicação com os clientes, quando já existe um contrato, prestação de serviços, etc., caso esses não aceitem implicitamente o contacto, nem podemos, por outro lado, dizer que, caso o destinatário do e-mail (que nem cliente é nem nunca foi) não responder manifestando expressamente que quer sair da mailling list, aceita a receção de publicidade não solicitada.

Outra coisa que ainda ninguém percebeu é quem vai fiscalizar. (Será o CNPD?) Espero que pelo menos esta lei acabe com os melgas sempre a tentar impingir todo e qualquer tipo de bens e serviços.

 

Alguém ouviu falar no RGPD na comunicação social?

Certamente que não. Mas em contrapartida sabemos tudo acerca do Sporting, que é muito mais importante para a vida das pessoas.

 

P.S. Já agora, se assim o pretender, pode remover a subscrição desta newsletter no canto inferior direito do e-mail que lhe foi enviado.

Pesquisa por voz – O que vai mudar no digital?
19 abril, 2018

Pesquisa por voz – O que vai mudar no digital?

Quem se encontra ao volante, e se depara com a necessidade de tomar decisões no momento, responder a e-mails importantes, mensagens do LinkedIn, Skype ou até mesmo do WhatsApp, deverá saber quais as vantagens do uso da voz para a resolução de grande parte deste tipo de solicitações.

Apesar da minha assistente virtual ainda ter pronúncia Brasileira e chamar-se Siri, já conhece bem o meu percurso diário de casa para o escritório, assim como os meus hábitos de viagem.

Numa amostra de 2.000 utilizadores, 54% dos inquiridos responderam que utilizam assistentes de pesquisa por voz, sendo que 27% desses utilizadores utilizam-nos diariamente, enquanto que os restantes  27% recorrem a esta funcionalidade pelo menos uma vez por semana.

A pesquisa por voz, em apenas 1 ano, passou praticamente de zero para 50 milhões de pesquisas mensais.

Todos os gigantes tecnológicos estão a investir em assistentes virtuais e na pesquisa por voz. O Google possui o Google Assistant, a Apple conta com a Siri, a Amazon apresentou a Alexa, a Microsoft disponibiliza a Cortana, a Samsung tem o seu novo Bixby, e a Yandex lançou a Alice - o primeiro assistente de voz para o mercado russo.

 

O que são assistentes de voz?

Os assistentes de voz contam com processamento de linguagem natural. Isto significa que, com o tempo, têm a capacidade de aprender os padrões comportamentais da pessoa que fala/interage com eles, conhecendo as suas preferências de restaurantes, transporte, lojas e outros tipos de comportamentos.

Com base nesse conhecimento, os assistentes virtuais fornecerão resultados de pesquisa personalizados, dirigidos e relevantes, que variam de acordo com cada utilizador.

 

Quais as implicações para as marcas da pesquisa por voz?

A ascensão dos assistentes de voz representa implicações consideráveis para as marcas, que dependem da pesquisa para direcionar o tráfego para os seus sites.

A pesquisa por voz tem diferenças fundamentais da pesquisa digitada, escrita e representa um novo desafio para os negócios, negócios esses que ainda se estão a ajustar ao novo mundo onde a maior parte do tráfego na web já provém de dispositivos móveis.

A pesquisa por voz está associada ao mobile, uma vez que a maioria das consultas por voz tem origem nos smartphones.

Vivemos numa era em que não conseguimos imaginar o nosso dia-a-dia sem um smartphone no bolso, para o qual olhamos cerca de 100 vezes por dia. Este tipo de tendência resulta num novo comportamento e atitude na pesquisa.

Segundo o Google, até 2020, mais de metade das pesquisas será feita por voz.

Quando fazemos uma pesquisa digitada, usamos várias palavras-chave separadas que refletem o que queremos encontrar, no entanto, quando fazemos uma pesquisa por voz, formamos perguntas ou declarações que soam naturalmente.

A abordagem num estudo de keywords para este tipo de pesquisa deverá ser diferente da tradicional, seja para nortear um artigo de blog, uma página web, ou até a estrutura funcional de um website. A pesquisa por voz tem por base a pergunta, privilegiando longtail keywords (expressões longas) associadas às perguntas naturais mais prováveis.

As longtail keywords são menos competitivas mas convertem mais rapidamente. Ou seja, se segmentar essas keywords e responder a perguntas que os seus clientes farão, terá uma oportunidade muito maior de classificar-se por essas consultas e aparecer nos resultados de pesquisa.

Segundo o Google 70% das consultas que o Google Assistant recebe consistem em linguagem natural.

É certo que as marcas ainda se estão a adaptar ao “mobile first”, a maioria ainda não apresenta os dados estruturados nos seus websites, no entanto, a pesquisa por voz já é uma realidade devido ao facto de, atualmente, 70% de todas as pesquisas serem efetuadas via smartphone.

É pertinente que as marcas ganhem consciência do impacto que a tecnologia otimizada terá nos seus negócios.

Os websites desenvolvidos pela Bluesoft já estão otimizados para a tecnologia de pesquisa por voz. O trabalho diário da Bluesoft consiste em desenvolver soluções otimizadas para um utilizador cada vez mais exigente.

 

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