Marketing de Conteúdo | Queremos o Ouro
24 jan 2019

Marketing de Conteúdo | Queremos o Ouro

Temos o bronze, mas queremos o ouro. Se o amigo leitor for ao Google e pesquisar por "marketing de conteudo", vai encontrar-nos, apenas, no último lugar do pódio das páginas, o terceiro. Mas isso era até hoje.

Dentro de momentos, vá, talvez dentro de uma semana ou duas, já estaremos no primeiro lugar do pódio do posicionamento orgânico, consigo a colocar-nos a medalha de ouro ao peito, ouvindo o lindo hino da Bluesoft, que começa com “Heróis do Marketing de Conteúdo, Nobre Inbound Marketing, Storytelling Valente e Marketing Digital!”.

Deixemo-nos de cantorias e vamos é ao trabalho.

 

Marketing de conteúdo: o que é?

De forma muito resumida, marketing de conteúdo é uma estratégia de marketing que assenta na criação e na distribuição de conteúdo relevante, sem mencionar, de forma explícita, a marca. Desta forma, a marca ajuda o seu público a resolver os seus problemas, tornando-se numa autoridade no assunto.

É desta forma que podemos caracterizar o Marketing de Conteúdo como uma espécie de combustível do Inbound Marketing. E o que é isso do Inbound Marketing?

 

Inbound Marketing | O Poder da Atração 

[Nota ao leitor: procurar qualquer xaropada de Barry White e clicar no play]

O Inbound Marketing é uma série de estratégias de marketing que têm como principal objetivo atrair e converter clientes usando conteúdo relevante. Atenção que é bastante diferente do marketing tradicional, o chamado Outbound Marketing!

No Inbound Marketing, é o cliente que procura a empresa. No Outbound Marketing, é a empresa que procura o cliente.

E mais. No Inbound Marketing, a área de marketing da empresa é uma fonte de investimento e não uma fonte de custo. Isto porque é possível medir todas as ações do Inbound Marketing. É possível saber, tintim por tintim, quantas pessoas viram a campanha, quanto tempo viram, como chegaram lá, o que pesquisaram, entre muitas outras coisas. Quase que dá para saber com que roupa estavam quando viram a campanha (atenção que isso não está assim tão longe de ser verdade - vá, agora vista mas é um robe que nós sabemos muito bem como está a ler este artigo...).

O Web Analytics é tramado. Diz-nos tudo. E o senhor Zuckerberg também. Mas falaremos disso noutra altura.

Sabendo tudo isto, é possível otimizar campanhas para ter um melhor ROI (Return On Investment). E são várias as etapas para atingir o objetivo definido pelo Inbound Marketing:

  1. Atrair
  2. Converter
  3. Relacionar
  4. Vender
  5. Analisar

O objetivo maior é fazer com que o seu público-alvo respeite a sua marca e a tenha como referência.

Mas para quê ter trabalho com criação e produção de conteúdo se eu posso pagar bom dinheiro para criar anúncios para o meu produto? Ora aqui está uma pergunta que não faz sentido nenhum. Porquê? Porque é o conteúdo que atrai o cliente, porque é o conteúdo que leva o cliente a efetuar a compra e porque é o conteúdo que mantém o cliente. E o cliente não é nenhum ser abstrato nem nenhum bicho de sete cabeças.

O cliente somos nós. E nós gostamos que a marca fale connosco, que a marca se preocupe connosco, que a marca nos acompanhe, que a marca nos compreenda e não que nos esteja constantemente a bombardear com conteúdo random e sem qualquer interesse.

E, para isso acontecer, é preciso haver uma estratégia bem arquitetada. Para haver uma estratégia bem arquitetada, é preciso haver tempo. Não é num estalar de dedos que uma marca se torna referência.

Marketing de Conteúdo não é apenas escrever um texto num blog, pôr uma fotografia no Instagram ou criar um post no Instagram. Marketing de Conteúdo não implica, apenas, produção de conteúdo. Acima de tudo, é preciso fazer uma coisa que parece ter caído em desuso: pensar. Pensar no que escrever, pensar quando é a melhor altura para publicar, pensar qual o melhor formato para partilhar o conteúdo, pensar qual o público-alvo a atingir, pensar qual o resultado pretendido... E é aqui que entra o storytelling.

 

Storytelling | Era uma vez na Internet

O que é isso do storytelling? Bem, talvez seja uma das atividades mais antigas do ser humano: contar histórias. O ser humano conta histórias desde sempre. Todos nós contamos histórias, todos nós vivemos histórias, todos nós estamos rodeados por histórias. E há sempre alguém que as conta: os nossos avós, os nossos filhos, os nossos amigos, o nosso chefe, o nosso governo... Histórias da Carochinha, de terror, de aventura, de amor... É à escolha do freguês. Elas estão à nossa volta.

O storytelling é um dos pontos fundamentais para uma estratégia ideal de marketing de conteúdos. A ele, junta-se o cumprimento de boas práticas de otimização com os motores de pesquisa SEO (Search Engine Otimization) e a transmedia (publicação e adaptação de conteúdos às diferentes redes sociais).

O grande objetivo do storytelling é criar uma identificação emocional entre a marca e as pessoas, com o objetivo de as enfeitiçar e de as levar a construir um relacionamento com a marca.

Mas não basta criar uma história ao calhas. Toda e qualquer mensagem precisa de uma base assente numa estratégia de conteúdo. O storytelling funciona, apenas, como um modelo de narrativa.

Dê uma voz à sua marca. Crie-lhe um perfil, um nome, uma idade, uma roupa, um penteado, um passado, um lugar... Assim, a sua marca desenvolverá uma personalidade própria, fazendo com que o público se identifique com ela e perceba facilmente quem conta esta história. Juntando-lhe conteúdo relevante, a história gera maior interesse.

Mas que histórias vou eu agora contar? Ao contrário da outra, esta sim, foi uma boa pergunta. Mas é bastante simples de ser respondida. A história mais importante é aquela que o seu público-alvo quer ouvir. Conheça o seu público-alvo, analise-o, compreenda-o e desenvolva narrativas em que ele seja o protagonista. É, assim, essencial conhecer o cliente, produzir conteúdo relevante, otimizar com SEO e fazer uma boa divulgação.

A sua produção de conteúdo assenta no que o seu cliente pretende. A sua marca será (ou apresentará) a solução para todos os problemas que surgirem. O seu futuro cliente tem de ser parte da história. E o resto é história.

“Levantai hoje de novo a Bluesoft para a primeira página de pesquisas do Google em Portugal... Contra a produção de conteúdo ao calhas marchar, marchar!”.


André Pereira | Bluesoft

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