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Fake News - É mentira, mentira, é tudo mentira!
18 abril, 2019

Fake News - É mentira, mentira, é tudo mentira!

É assim que versa o refrão da música de um dos grandes da música portuguesa, Dino Meira. E é assim, também, que versa muita da massa noticiosa que navega por essas redes sociais. Massa noticiosa essa que bem nos tenta dar música. A uns consegue; a outros, bem pode continuar a tentar. Mas a verdade é que esses uns são cada vez mais e têm tanto poder na sociedade como os outros.

As fake news são, irónica e infelizmente, verdadeiras. Elas existem e propagam-se como doença por aqueles que não estão vacinados. Talvez se possam mesmo considerar como a grande epidemia do século XXI. Não provoca vítimas mortais como a peste negra ou como a sida, não enfraquece nem destrói o nosso sistema imunitário, não destrói os nossos órgãos, mas atinge aquilo que nos difere de todos os outros seres vivos neste lindo planeta: a razão. 

 

A Estratégia Digital da Desinformação

As fake news atacam-nos o cérebro com desinformação. É isso que fazem. Mas não é desde ontem que isto acontece. A divulgação de mentiras como verdades sempre aconteceu. No entanto, foi com o boom das redes sociais que elas se popularizaram, mais especificamente durante as eleições de 2016 que levariam Trump a ocupar o Trono de Ferro em 2017 (uma espécie de Joffrey dos tempos modernos - pedimos desculpa pela nerdice Game Of Thrones).

Durante esse período, foram divulgadas várias notícias falsas envolvendo, em muitos casos, opositores de Donald Trump, como Hillary Clinton. Várias empresas especializadas identificaram os seus autores, tendo mesmo acusado três agências russas - ah, o maravilhoso marketing político digital ao serviço do lado negro da força – aqui, pedimos desculpa pela nerdice Star Wars

Essas fake news eram divulgadas no Google e no Facebook, com links para diversos sites carregadinhos de mentiras e desinformação, não havendo escrutínio prévio de nenhuma destas empresas sobre estas notícias. Foi isso que tramou Zuckerberg - e que ainda está a tramar. A mãos com a Justiça, o puto que só queria arranjar uma forma de engatar miúdas da escola está agora a ser acusado de ter tido influência, não apenas na eleição de Trump, como  também - e não menos grave - na filtração e na falta de proteção de dados de milhões de utilizadores. 

 

Facebook - O bom, o mau e o vilão

O Facebook é mais prejudicial do que útil? É esta a questão que o documentário “As Mentiras do Facebook” coloca. Esta é a rede social mais utilizada em todo mundo, ligando 2 mil milhões de pessoas. Mas será que esta união faz do mundo um melhor ou um pior lugar onde se viver?

“As Mentiras do Facebook” é um documentário que mostra o impacto que a rede social mais utilizada em todo o mundo tem na privacidade e na democracia a nível global.

Produzido com material inédito e entrevistas exclusivas a atuais e antigos funcionários a empresa, o documentário aborda as fake news, os discursos de ódio, o envolvimento em processos eleitorais, a filtração e a falta de proteção de dados de milhões de utilizadores. Este é um documentário que deveria ser obrigatório nas escolas.

Este é um documentário que - ele sim - deveria aparecer no feed de cada utilizador de Facebook. 

É verdade que, perante a gravidade dos factos, o Facebook comprometeu-se a cancelar contas e a bloquear o acesso publicitário aos sites com fake news. Mas isto de separar a verdade da mentira nunca foi fácil. E esta é uma tarefa que tem lugar num terreno simultaneamente paradisíaco e pantanoso: o mundo digital.

Aqui, os meios de comunicação tradicionais encontraram espaço para divulgarem a sua mensagem. O Marketing Digital ganhou (nova) vida e abriu-se uma caixa de Pandora. O problema é que esse espaço também foi encontrado pelos vilões, que também encontraram a caixa de Pandora aberta. Um Admirável Mundo Novo sem lei. E, não havendo lei, impõe-se a lei do mais forte. O mais forte é quem tem mais dinheiro. Simples e eficaz. E triste, também. Como o fado. E lá estamos nós a levar baile... “É mentira, mentira, é tudo uma mentira...” 

Influencer Marketing | O princípio do fim?
27 setembro, 2018

Influencer Marketing | O princípio do fim?

Nos tempos da Grécia Antiga, a Odisseia de Homero já descrevia a triste sina dos marinheiros que navegavam sobre o mar Mediterrâneo. O canto da sereia atraía-os para um jogo de sedução que culminava no seu trágico naufrágio. Centenas de anos depois, são os influencers de palmo e meio quem parece dar música às marcas perdidas no oceano digital.

Estamos a falar, provavelmente, da ocupação mais apetecível dos dias de hoje: Ser influencer é tão simples como tornar o nosso hobby preferido numa profissão de sonho!

Com a proliferação do mundo digital e, em particular, das redes sociais, basta um smartphone com acesso à internet para cantarmos “let the money talk!” Mas será esta uma realidade sustentável ou pura fantasia? Uma coisa é certa: os nossos pais dir-nos-iam “vai mas é trabalhar, meu malandro!”

 

Influencer digital: o novo El Dorado

À primeira vista, olhamos para este cenário e tudo parece fazer sentido: Por um lado, as redes sociais já são uma parte incontornável do nosso dia-a-dia. Qualquer um de nós veste a fatiota de criador de conteúdos e et voilá! Centenas, milhares e até milhões de seguidores. O cidadão comum passou a ter a faca e o queijo na mão.

Por outro lado, as marcas têm o desafio de adaptar as suas estratégias de comunicação às tendências da era digital. A título de exemplo, 6 em cada 10 consumidores portugueses utilizam o Facebook como fonte de pesquisa para as suas decisões de consumo. Ora se aquela miúda tem milhões de seguidores, porque não dar-lhe o nosso produto para as mãos e dizer-lhe: “faz uns posts e stories no Instagram e toca a convencer a malta a comprar!”

 

Influenciar é bom mas tudo o que é demais enjoa

A emergência deste fenómeno não é tão recente como se pensa. A teoria da influência social é alvo de estudo desde os anos 60 e resume-se ao facto de que o ser humano é passível de mudar as suas ideias, atitudes e comportamentos em função da intervenção do outro. Se os ditos influencers tiverem a capacidade de o fazer com eficácia nas plataformas digitais, as marcas terão todo o interesse em alocar mais recursos por esta via.

Voltemos ao ponto de partida desta conversa. Toda a gente anda a querer influenciar toda a gente e chegará o dia em que a bolha rebentará! Imaginem o que é estarmos doentes com febre e tomarmos Ben-u-ron como se não houvesse amanhã. Qual seria o resultado? O principio ativo do medicamento deixaria de fazer efeito.

 

Estratégia de Marketing Digital: não há almoços grátis

Quantidade não foi, não é nem nunca será sinónimo de qualidade, contudo, algumas marcas persistem em repetir o mesmo erro do passado. Em plena era do “data-driven marketing”, as suas estratégias de comunicação digital estão a deixar-se levar por um fogo-de-vista que arrasta milhões.

“Se queres um trabalho bem feito, fá-lo tu.”

Para que uma marca atinja o estatuto de referência online, a sua proposta de valor terá de se apresentar real e relevante junto dos consumidores. Se deixarmos a galinha dos ovos de ouro nas mãos de todo e qualquer um, mais tarde ou mais cedo, ela perder-se-á por terras de ninguém. Felizmente um pouco por todo o mundo as grandes marcas começam a "abandonar" estes influenciadores e uma estratégia que não tem dados os frutos tão desejados.

Mais do que pagar para influenciar, há que cuidar para amar. Porque quem não sente não é filho de boa gente.

 

No mundo digital as marcas têm de ser autênticas
05 abril, 2018

No mundo digital as marcas têm de ser autênticas

Os consumidores estão a mudar, cada geração cria necessidades e estilos de vida radicalmente diferentes das anteriores, trazendo assim, novos e constantes desafios para as marcas.

 

“Generation gap” entre as marcas e os consumidores

Atualmente está a crescer a geração Z, que surgiu após 1997 e que se habituou a estar constantemente ligada, uma geração multitasking, exigente, que criou os seus próprios sensores e sofisticados radares de bullshit. Hoje em dia, uma criança de 8 anos tem a capacidade de escolher, não só, o conteúdo que é do seu interesse, como o conteúdo que é realmente autêntico.

Por exemplo, um vídeo com uma excelente produção e muito bem feito, pode ser perfeitamente inútil para comunicar com este target, por outro lado um vídeo sem qualquer tipo de produção "dita de qualidade" mas autêntico, que expresse o "sentimento" desta geração, poderá por sua vez gerar milhares de partilhas. Este é um grupo de pessoas para quem a publicidade nos seus termos tradicionais, não funciona.

Mas já vem de longe esta necessidade das marcas se adaptarem às novas gerações. Após 1980, surgiram os primeiros nativos digitais, a Geração Y também designados de Millennials. São eles os grandes protagonistas das selfies e os apologistas da personalização de produtos e serviços à sua medida.

 

Millennials, o grande desafio atual para as marcas

Esta é uma geração muito exigente digitalmente, que usa o Google diariamente para grande parte das suas decisões, que privilegia a experiência (o ser) e que não valoriza a posse (o ter). Que não gostam de acumular, mas de partilhar ou alugar, desde o carsharing ao cowork. Veja-se os exemplos da Uber o do Airbnb.

 

O que querem os Millenials (Geração Y)?

O que querem os Millenials (Geração Y)?

 

O que devem fazer as marcas para sobreviver?

As marcas têm de ser úteis a quem tem novos objetivos e necessidades. Por isso, o mundo digital tem que ser encarado com muita seriedade.

Os websites têm de proporcionar uma boa experiência de utilização, com elevados níveis de usabilidade e sendo otimizados para aparecerem nos primeiros resultados do Google pela sua oferta. Tudo isto aliado a uma estratégia digital que é essencial, de forma a criar e adaptar todos os conteúdos e funcionalidades a este exigente público alvo.

 

O que leva os Millenials a comprar?

 

Na Bluesoft temos 3 gerações, altamente qualificadas e eficientes, prontas para trabalhar para si:

 

  • 70% da equipa é da Geração Y - Millennials - (1980/1996)
  • 20%  da equipa é da Geração X - (1965/1979)
  • 10% da equipa é da Geração Z - (1997/2012)

 

Prepare a sua marca para as novas gerações. Fale connosco para criarmos uma estratégia, que faça a sua marca crescer com o consumidor e que não fique pelo caminho por não conseguir atualizar-se a tempo.

A volta ao mundo das redes sociais em 80 segundos
30 novembro, 2017

A volta ao mundo das redes sociais em 80 segundos

Imagine que vai viajar para as Ilhas Maldivas. Quer sol, praia, descanso. Prepara uma mala com roupa leve, fato de banho, óculos de sol, chinelos e protetor solar.

Agora imagine que vai para a Islândia em Janeiro. Imagina-se a levar a mesma mala? Acha possível cumprir os mesmos objetivos de praia, sol, calor e descanso que encontraria nas Maldivas?

Planear uma viagem pelas redes sociais é o equivalente a planear uma viagem pelo mundo. Até podemos seguir sem rumo, mas é pouco provável que cheguemos a todos os lugares de interesse. Veja aqui, em aproximadamente 80 segundos, o que precisa de saber para iniciar uma viagem de sucesso com a sua marca nas redes sociais.

Decida para onde quer ir

Para uma viagem triunfante, é preciso planear, traçar objetivos, fazer reconhecimento dos lugares, de quem se vai encontrar e estar preparado para as diferentes características de cada lugar.

Ou seja, é preciso criar uma estratégia de marketing digital para as redes.

E tal como numa grande viagem, uma estratégia é meio caminho para o sucesso. As redes sociais devem adaptar-se à estratégia e não a estratégia às redes.

Planeie a sua viagem

Para que comece da melhor forma possível, é fundamental que tenha planeado alguns passos básicos. No entanto, pela sensação de urgência em estar presente na web, as marcas atiram-se sem rumo, bússolas, mapas ou planos de segurança. Se por um lado, a viagem digital pode proporcionar-nos uma panóplia de novas oportunidades, também pode ser uma fonte de desperdício de tempo, recursos e dinheiro, caso viajem à deriva.

Se quer organizar uma viagem de sucesso, comece por perceber onde está e onde quer chegar. É melhor ir de avião ou comboio? Começar pelo Norte ou pelo Sul? Que devo fazer antes de ir? Preciso de passaporte e vacinas?

É necessário pesquisar e analisar.

Pesquise sobre as novas culturas que vai encontrar

Conhecer os costumes de um país que vamos visitar torna tudo mais simples. Da mesma forma, no marketing digital é necessário conhecer as dinâmicas das redes. Não queira ficar perdido em território desconhecido.

Há um mundo de redes sociais e plataformas digitais que tem de conhecer para se poder integrar: Facebook, LinkedIn, Instagram, Twitter, YouTube, Pinterest, Snapchat, Google Plus, Vine, Tumblr e muito mais.

A sua influência, utilização e popularidade variam de país para país, mas também pelo target que a utiliza e consequentemente pelos seus interesses, áreas de estudo e habilitações literárias.

Tal como os países espalhados pelo mundo, as redes sociais não são homogéneas, não são todas iguais e não se comportam todas da mesma maneira.

É indispensável entender e selecionar as redes sociais que fazem sentido para a sua marca e de que forma pode destacar-se, tornar-se num agente ativo e influenciador que todos querem acompanhar.

Programe as escalas e aproveite-as da melhor forma

Uma viagem que não é programada, pode fazer-nos perder tempo desnecessário. Também para uma marca, sem planeamento, estratégia, e objetivos concretos, mensuráveis e calendarizados, torna-se difícil prever e avaliar resultados.

As vendas são quase sempre a meta, mas há escalas que fazem mais sentido que outras.

É preciso colocar e responder às questões que vão surgindo:

- O que é preciso para aumentar as vendas: visibilidade e reconhecimento da marca? Uma melhor comunicação com atuais clientes?

- É urgente mais e melhor tráfego no website? Se sim, como atrair potenciais consumidores para uma loja online?

- Como é que as redes sociais me podem auxiliar?

Após o diagnóstico da situação, é necessário conhecer as caraterísticas de cada uma das redes sociais e analisar como estas podem ajudar a marca a alcançar resultados. Ou seja, uma verdadeira viagem de introspeção.

 

guia redes sociaisguia redes sociais

Saiba como comunicar com os locais

Se viajar para um novo país, quererá aprender como se diz “Olá”, “Por favor”, “Obrigada” e outros vocábulos que lhe permitam comunicar minimamente com as pessoas à sua volta. No marketing digital, deve tornar-se uma pessoa fluente para que esteja sempre no caminho certo.

Por exemplo, vamos imaginar uma marca de alimentos saudáveis, que promova a saúde, o exercício e o bem-estar. Antes de começar a fazer publicações, deve saber com quem e como deve comunicar.

É preciso conhecer as redes, os seus utilizadores e adaptar os caminhos, de forma a levar a sua marca ainda mais longe:

 

facebook Vs Instagram redes sociais

Seguindo o exemplo dado, concluímos que fará mais sentido adoptar duas estratégias diferentes:

No Facebook:      No Instagram:

- publicar na hora do almoço / início da tarde

- dirigir-se para um público feminino, mais velho

- focar as publicações, por exemplo, em recém-mamãs ou com filhos até aos 12 anos, predispostas para receber informação sobre alimentação equilibrada

 

- publicar de manhã

- dirigir-se a um público jovem, mais masculino

- focar em conteúdos sobre exercício, musculação e bem-estar, com os produtos que comercializa, com conselhos e hábitos saudáveis, que correspondam ao conceito que o público procura

 

Os exemplos variam consoante os produtos e targets, mas há uma regra comum a todos eles: não pode comunicar de forma indiferenciada, para diferentes tipos de suportes e pessoas.

Faça um seguro e viaje descansado

Uma viagem segura é uma viagem sem grandes preocupações. Uma marca com uma estratégia de marketing digital, é uma marca segura dos seus objetivos.

Analise, planeie, meça resultados, volte a planear. Invista tempo e dinheiro em formação ou numa boa parceria digital. Na verdade, qualquer um pode publicar umas piadas ou fotografias, mas só quem entende o meio poderá garantir-lhe resultados seguros e assertivos.

Se quer que a sua empresa comece uma viagem pelas redes sociais que dure muito mais que 80 segundos, contacte-nos. Boa viagem!

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